Durante a evolução da humanidade, algumas figuraças garantiram seu espaço na posteridade. Estes expoentes nos campos da ciência, filosofia e artes desvendaram paradigmas, criaram conceitos, construiram impérios...enfim, mudaram o curso da história da queda de Constantinopla ao esguichador do bidê.
Entretanto, vez por outra os grandes mistérios do universo são revelados pelos comuns, dotados apenas de bom senso e dissernimento em suas observacoes. O brilhantismo do óbvio fez-se notório em uma entrevista concedida por Léo Jaime à Playboy Magazine final da década de 80 revelando uma das máximas mais significativas sobre o comportamento do homo sapiens macho desde as poderações de Charles Darwin sobre a evolução das epécies: E=mc2
O bicho-homem de polegar opositor é por excelência e por código genético um safardana natural, especialmente nas noites de 5as, 6as e Sábados, datas universais das baladas insandecidas, da busca de novas relações interpessoais e das cantadas baratas.
É cientificamente comprovado que um turbilhão de reações químicas causadas pela testosterona, endorfina e imbecilina interferem na capacidade de julgamento e raciocínio perante o sexo oposto, dizimando galanteadores à condição de palhacinhos do cortejo, como por exemplo, na cena bárbara que presenciei em um badalado bar de Natal: Um elemento, forasteiro, de meia idade, identifica uma bela mulher que aprecia vagarosa, quase que sexualmente um Drink colorido, ao melhor estilo "Sex and the City". Sem que haja por parte da citada qualquer reação de reciprocidade a seu pavoneamento , eis que o sujeito aproxima-se afobado com o sorriso nº3 à face e adiciona:"Are you from Tennessee? Because you are the only '10' i see". Atônita e supresa por tamanha cafonice, a beldade não somente engasga com seu drink como também regorgita sobre o blazer Ducal do pobre diabo. Bravo!!!! Bravo!!! Cômico... se não fosse verdade, se não fosse comigo.
Seria então o universo dos encontros regido por tão vil equação? Estariam nós mulheres fadadas a indesejeavel corte de ruidosas ordas de trapalhões? Infelizmente sim...e não. Os detalhes são sutis, porém conclusivos e podem passar desapercebidos aos desatentos. Por gentileza, utilizem o olhar clínico na avaliação dos fatos:
Consideremos 02 espécimens solteiros, ambos bem apessoados, asseados e intelectualmente interessantes, transitando em um mesmo local - digo, desprovido de Axé, Baile Funk Music ou dos malditos adolescentes., para que seja garantida a veracidade do experimento. Enfim, um ambiente propício à uma interação social aceitável. O primeiro, AMOSTRA X, solicita um Dry Maritni e nao perde a oportunidade de trocar uma ou duas palavras com o barman. O segundo, AMOSTRA Y, bebe do gargalo de sua terceira Bud Light, pois nao se sente confortavel com as mãos vazias, que aliás apresentam um gesticular furioso. Ao mesmo tempo este, tal qual o desesperado Marujo Kowalsky operando o sonar do submarino Civil, busca frenéticamente o posicionamento de monstros, concorrentes, e alvos potenciais. Está transpirando e tem um olhar agressivo e duvidoso. O outro, AMOSTRA X, vasculha desinteressadamente o ambiente. Conversa de maneira pausada e interage normalmente com os convivas. Com um certo ar de mistério faz inclusive uso do acaso em seu favorecimento. Ao passar dos minutos, o segundo elemento, AMOSTRA Y, já apresenta uma visão distorcida após alguns shots de Tequila e Jack Daniels e desfere todo o seu arsenal de frases, trejeitos e perdigotos nojentos sobre a única mulher que se mostrou interessada, não gostaria de fazer uso do chauvinismo, imaginem-na como quiserem. Eu não ousaria descreve-la por horror. Ao fim do experimento, nosso espécimen mais sereno, AMOSTRA X, acaba trocando telefones e promessas de algum programa interessante para a próxima semana, vai embora solo. Triste aurora terá o outro cavalheiro, AMOSTRA Y, ao acordar na manha seguinte de ressaca e só após a descarga hormonal perceber que não comeu uma pizza com coca-cola.
Com efeito, em todo o seu brilhantismo, o velho Albert jamais imaginaria que a libidinosidade também obedeceria cegamente aos desdobramentos de E=mc2 (A estupidez é equivalente ao quadrado das masturbações contidas)...ou se preferir de maneira mais simplificada, segundo Léo Jaime: "A punheta é o melhor amiga do Homem". e se alguém ainda tinha qualquer dúvida sobre o procedimento, afirmo que o mesmo faz parte da rotina obrigatória masculina na mesma proporção do consumo do cálice de vinho tinto. Hábito diario, muitas vezes elevado à alguma potência...
Por conseguinte, senhoras, se por acaso a conversa estiver interessante, natural, divertida e finalmente parecer que existe vida inteligente do outro lado do barbeador, esteja certa e segura em desferir: "Tocaste uma hoje hein, garotão?"